A história é velha, mas vale relembrar. Delfim Neto dizia, anos 80, que política é a arte de dividir o bolo de uma forma, que todo mundo pense que ficou com a parte maior. E saia feliz da festa.A idéia majoritária que movimenta o governo Lula é a de que as rupturas estaduais entre PT e PMDB favorece a candidatura Dilma. É possível que isso aconteça em vários estados, com dois "palanques" prontos para as propostas urdidas no Planalto.
Dilma vencendo, todos teriam sua fatia do bolo.
Porém, este cenário em nada beneficia o governador Jaques Wagner: ele terá sua rede de aliança comprometida pela candidatura Geddel, com riscos do estigma da rejeição eleitoral, e ainda vira a vidraça preferencial de toda a campanha estadual.
Lula aprendeu com Delfim a arte de dividir o bolo. O bolo dele. O bolo da festa na Bahia é muitíssimo mais disputado. Dificilmente alguém vai se sentir com a parte maior. Menos ainda quem já é governo.

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