segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As viúvas do neoliberalismo esquecidas no tempo

Em Pittsburgh, Estados Unidos, após reunião do G20, o presidente brasileiro faz parte de decisão considerada importante: 5% das cotas do FMI deverão ser repassadas para países emergentes.

Isto seria, segundo o entendimento do Grupo, uma forma de construir equilíbrio econômico entre algumas nações.

Não há nada de filantropia nisso. O tal equilíbrio é bom para os países mais fortes, porque a lógica do capitalismo requer clientes sempre mais capitalizados.

Isto é, no mínimo, um pouco diferente do que preconizava o neoliberalismo de FHC nos anos 90, quando o mesmo, sua cúpula, a Rede Globo e as Miriãs Leitões da vida, defendiam ardorosamente a idéia de que o mercado resolveria a zorra toda.

Não resolveu. Foi preciso que gente como Obama, Lula, (o tarado do) Sarkozy, Ângela Merkel, e até o maluco do Berlusconni, alçasse o Estado a condição de intervir na economia, sem oprimir nem perseguir o mercado econômico.

As viúvas do neoliberalismo estão chorando copiosamente no ostracismo. O governo Lula, inclusive na figura física do cara, extrapolou a expectativa de sucesso em política internacional. Basta ver o sorriso de Obama ao seu lado.

E olhe que nem português o cara fala direito. Imagine se fosse poliglota como o sociólogo...

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