Enquanto Getúlio Vargas era o ápice do populismo, chegando a ser ovacionado como “pai dos pobres”; Jânio Quadros foi um simulacro de simplicidade popular, circulando com sanduíche de mortadela no bolso do paletó.
Ambos morreram num mês de agosto. Vargas “pusera termo a própria vida”, nas palavras da imprensa à época; e Quadros morreu após várias intercorrências médicas.
Os dois tinham mais em comum: um viés irremediável de aproximação popular, um quê de proselitismo e uma nítida aversão a mídia sensacionalista.
Jânio Quadros, por exemplo, ao renunciar disse que “forças terríveis” o pressionavam. O repórter Esso noticiou como se ele houvesse dito “forças ocultas”. E assim ficou até hoje.
Dizem que Quadros se irritava imensamente quando perguntado pelas “forças ocultas”, afinal, ele nunca houvera dito isso.
Mais duas coisas unem os dois: a falta de esclarecimento de alguns episódios, e as injustiças cometidas pela imprensa, que sempre se “esquece” de se retratar.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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